domingo, 21 de fevereiro de 2010










cantores atores ou atores cantores

andei pensando em cantores que mandam bem no cinema também ou vice versa. vejamos:

  • tom waits mais lindo que nunca em "down by law" (jim jarmusch, 1986)
  • tom waits de novo com o iggy pop em "coffee and cigarettes"(jim jarmusch, 2003)
  • lou reed fofo em "sem fôlego"(wayne wang e paul auster, 1995 - título original: "blue in the face")
  • bjork em "dançando no escuro" (lars von trier, 2003)
  • invertendo o jogo, me desculpem mas o ewan mcgregor é melhor que MUITA gente por aí, principalmente em "velvet goldmine" (todd haynes, 1998). eu diria que ele coloca o iggy pop no chinelo, if i may
  • mesmo filme ("velvet goldmine"), jonathan rhys meyers arrasa também dando uma de david bowie
  • na verdade o placebo faz uma aparição especial em "velvet goldmine", e eles são ótimos!
  • ah, a julie delpy que canta super fofa e também atua ("antes do anoitecer", "antes do amanhecer", etc)
  • o rodrigo amarante faz uma participação no "meu nome não é johnny" (mauro lima, 2008). ficou legal, apesar de bem rápida
cansei! vou tentar postar umas fotos separadamente

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

hoje não é dia de rock

eu amo caio fernando abreu. semestre passado tivemos uma matéria chamada Documentarismo I, e o trabalho final era redigir um projeto de documentário com argumento e justificativa. minha ideia foi a influência da obra do caio fernando abreu sobre a juventude dos anos 90. vou postar alguns trechos aqui:

"O jovem do início da década de 90 já havia aprendido a usar a fantasia como elemento de fuga, muito mais do que a droga. Esta juventude não se identifica nem com os ideais pacifistas dos jovens dos anos 60 e muito menos com o culto ao dinheiro dos jovens urbanos da década de 80. É uma mistura confusa entre suas crises pessoais e existenciais e a crise econômica que abala o país, crise esta que praticamente impossibilitou os jovens de construir uma perspectiva de vida num cenário de desigualdades e levou a um esgotamento das suas formas de expressão."

"Caio foi um expoente de sua geração. Sua obra versa sobre sexo, medo, morte e solidão, quase que principalmente. Ele apresenta uma visão dramática do mundo moderno, com seu estilo próprio e fluxos de consciência. O filme tentará, através de depoimentos e planos bem arquitetados, estabelecer um paralelo entre o modo como jovens dos anos 90 pensavam e sentiam o mundo e como C.F.A. o escrevia."

"O entrevistador será oculto, a ideia é tentar fazer com que as entrevistas se entrelacem umas às outras e não seguir nenhuma linearidade, ou seja, montar o filme de tal maneira com que as entrevistas se misturem, fazendo com que o espectador veja fragmentos de depoimentos diversos, um após o outro."

“Depois que Ana me deixou - não naquele momento exato em que estou ali parado, porque aquele momento exato é o momento-quando, não o momento-depois, e no momento-quando não acontece nada dentro dele, somente a ausência da Ana, igual a uma bolha de sabão redonda, luminosa, suspensa no ar, bem no centro da sala do apartamento, e dentro dessa bolha é que estou parado também, suspenso também, mas não luminoso, ao contrário, opaco, fosco, sem brilho e ainda vestido com um dos ternos que uso para trabalhar, apenas o nó da gravata levemente afrouxado, porque é começo de verão e o suor que escorre pelo meu corpo começa a molhar as mãos e a dissolver a tinta das letras no bilhete de Ana - depois que Ana me deixou, como ia dizendo, dei para beber, como é de praxe.” (Caio Fernando Abreu, Sem Ana, Blues)


é uma ideia interessante. quem sabe um dia...


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Filmes que dão medo


Voltando ao assunto dos filmes que dão medo, no início desta semana assisti "Funny Games U.S.", do Michael Haneke, de 2007, um remake cena-a-cena de um outro filme do mesmo diretor (!!!) de 1997, desta vez chamado "Funny Games" somente, e que se passava na Austria. Mas enfim, eu já tinha assistido ao trailer deste primeiro há algum tempo e sempre fiquei meio com medo, mas acabei assistindo e foi tão melhor do que eu imaginava! É super tenso, verdade, mas o diretor faz umas tiradas muito legais, como quando por exemplo o personagem do Michael Pitt fala algumas linhas olhando diretamente para a câmera, e principalmente quando ele pega o controle remoto e volta o filme, mudando completamente tudo que já tínhamos visto. Só faltou ele gritar: "Isso é um filme, não acreditem em nada!", "Isso é um filme, não acreditem em nada!", "Isso é um filme, não acreditem em nada!"

"You must admit, you brought this on yourself."