segunda-feira, 1 de março de 2010

revendo 2009

Sei que já é março mas acho que nunca é tarde demais pra qualquer coisa, então vou tentar tirar isso da minha cabeça de alguma maneira. Eu acredito, com toda certeza, que 2009 foi um dos piores anos da minha vida (e eu espero estar certa, porque ter um ano pior que este passado, me mataria fácil). Foi o ano que deixei tudo pra trás a contragosto, o ano em que percebi que não, eu não amo o meu país. Amo meus pais e irmão e amigos, mas sim, posso viver e muito bem sem eles. Odeio faculdade, ambiente elitizado, pessoas mimadas, classe média, dinheiro fácil, imaturidade reinando. Culpar os outros não adiantou por muito tempo, chorei muito muito muito por meses e meses, mas percebi que tenho que respirar fundo e aguentar. Pessoas que reclamam demais são insuportaveis e eu não quero ser uma delas definitivamente. No início do ano boas coisas aconteceram, costa oeste tem seu lugar marcado. Aprendi a aceitar outras pessoas mais que nunca, mesmo que muitas nem queiram ser aceitas. É tanta inquietação e angústia dentro de mim que às vezes parece que vou explodir. Tanta gente me julgando, me cutucando, me nomeando, me rotulando mas não, eu não sou talvez diferente de ninguém no fim das contas. Tantas brigas e discussões e ao mesmo tempo pedidos de desculpas que serviram pra não estragar tudo. Um amor delicado e carinhoso que aos poucos foi sumindo e eu tentei segurá-lo mas é assim que eu sou, as coisas fogem de mim e meu poder é mínimo. Queria ter conseguido agarra-lo e nunca tê-lo deixado escapar novamente, mas certas coisas não são controláveis. Isso basta. Falta de dinheiro, falta de comida, falta de trabalho. Seja ativo, objetivo, antenado, ligado, moderno. Não seja nada. Não senti exigências mas senti sim o peso da vida real caindo sobre a minha cabeça, e eu não aguentei isso sozinha. Meu erro, e de mais ninguém. Ano medíocre, mas meu.

Um comentário:

. disse...

fazia tempo que nao lia algo realmente SEU. Senti tanta falta disso!!!